2ª Guerra Mundial e os Pracinhas pedritenses

 Segundo os historiadores, o envio dos "pracinhas" foi muito contraditório, pois, Getúlio Vargas, então presidente, conduzia seu governo de uma maneira similar ao sistema autoritário dos fascistas.

 Um dos motivos pelos quais Getúlio Vargas enviou os soldados brasileiros à Europa foi o apoio e incentivo econômico do governo dos Estados Unidos, concretizados pelos Acordos de Washington, notável pelo empréstimo para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce.

 Como consolidação dessa ajuda, o governo americano implantou uma base militar americana na cidade de Natal, localizada no Nordeste do Brasil, para lançar seu ataque às tropas inimigas na África. E o governo Brasileiro agilizou a realização da companhia da extração de borracha pelo SEMTA, também contraditório, pois programa teve o intuito de colonizar a Amazônia.

 No início dos confrontos, os soldados brasileiros levaram maiores baixas, pois além de não serem soldados de elite, estavam lutando contra os veteranos alemães, soldados que eram extremamente bem treinados e doutrinados, organizavam-se em pequenos grupos de combate e possuíam estratégias de combate de ataque rápido (Blitzkrieg) e de independência de ação no campo de batalha. Porém, ao desenrolar dos confrontos, os pracinhas ganhariam a melhor arma de todas: a experiência em combate e o conhecimento do inimigo. E foi com tais habilidades que os pracinhas conseguiram perpetuar seus nomes na história dos vencedores da II Guerra Mundial, após vencerem o Eixo europeu nas batalhas de Montese e Monte Castello.

 A cor dos uniformes brasileiros era verde oliva ligeiramente claro, o que confundia com os utilizados pelos alemães. Por isso os soldados da FEB eram orientados a utilizar na linha de frente as jaquetas americanas, essas sim de cor predominante caqui, que as diferenciava do uniforme alemão. Quanto ao uso da rapadura, não existem evidências de que ela era utilizada com esta frequência pelos soldados brasileiros. Na verdade as tropas eram sempre alimentadas mesmo na linha de frente com alimento quente transportado em lombo de burro.

 Dom Pedrito, assim como várias outras cidades do Rio Grande do Sul, teve a sua participação no contingente que partiu para a Europa. Eram eles: Braudelino de Vargas Prates, Nelson Barcelos Paiva, Celso Maciel Alves, Sinval Lacerda, Orlando Pacielo Leguiçamo, Marinho Araújo, Aldo Mendonça, Antonio Seabra de Oliveira. As fotos são de objetos que fazem parte do acervo do Museu Paulo Firpo, gentilmente cedidas ao Folha da Cidade pelo seu diretor Adilson Nunes de Oliveira.

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