Coluna Espírita


Existem casas mal assombradas?

 Não há quem não conheça ou pelo menos não tenha ouvido alguma história sobre habitações ou lugares que registram fatos dessa natureza. Fazem parte do imaginário popular ou tem algum fundo de verdade? Primeiramente, é necessário estabelecer alguns critérios. Certos contos pertencem ao campo do folclore de cada região, mas há aqueles que assumem caráter mais particular e tomam proporções desagradáveis, malgrado o riso dos céticos.
  
 A princípio, uma casa mal assombrada nada mais é do que uma casa em que espíritos desencarnados causam pequenas ou grandes perturbações aos atuais moradores ou visitantes. São portas que abrem e fecham, luzes que acendem ou apagam, vozes ouvidas, deslocamento de objetos, entre outras picardias. Seria dispendioso explicar aqui, o modo pelo qual eles provocam esses fenômenos, mas de forma muito sucinta, diremos que se utilizam da sua própria vontade combinada com a força fluídica desprendida de pessoas encarnadas, na maioria das vezes, de forma inconsciente e involuntária.

 O objetivo dos espíritos que assim agem é muito variado, mas geralmente é pura brincadeira, expulsar os atuais moradores daquela que consideram sua propriedade ou até mesmo, vingança. Nos primeiros dois exemplos, a prece sincera e o desprezo por suas farras quase sempre é o suficiente para delas se livrar. Vendo que não lhes dão importância, se retiram e vão procurar quem se incomode com suas traquinagens. A questão muda de figura quando o fim que move tais fenômenos está na perseguição das pessoas e não na casa propriamente dita. Isso pode ser comprovado pelo fato de que tais indivíduos são incomodados onde quer que estejam e constitui de certa forma uma espécie de obsessão. Não existe passe de mágica, "trabalhos pagos" ou fórmula exata para de tais inconvenientes se livrar. Quando um espírito desse quilate se liga a uma pessoa, frequentemente existe aí um acerto de contas, onde quase sempre a vítima de hoje foi o algoz no passado. Perguntarão (para os que creem em Deus) como Ele permite que isso aconteça? Em primeiro lugar, a justiça divina é perfeita.

 Os homens é que escolhem agir fora de suas regras. As leis de causa e efeito sempre nos situam ao lado daqueles que serão os mecanismos de nossa reforma íntima. Não há outra maneira de reverter um quadro de obsessão ou de perseguição espiritual, senão por um conjunto de atitudes que vão desde a prece, o passe ou transfusão de fluidos na casa espírita, frequência a exposições doutrinárias e, o mais importante, a reforma interior, a substituição de antigos hábitos por novas e saudáveis atitudes; enfim, deve-se, por essa mudança de costumes, tornar-se merecedor do auxílio de bons espíritos, ao mesmo tempo em que seu perseguidor poderá passar a vê-lo com outros olhos, momento em que se poderá obter uma trégua. Cabe nesse momento ao convalescente espiritual perseverar no bem, do contrário, deverá arcar com o prejuízo de sua falta de perseverança. Em todo caso, cabe a todos nós, na semeadura de cada dia, espalhar apenas a boa semente, senão quisermos de futuro, arrancar os espinhos da própria seara. 
Pensemos nisso!

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