Lucidoro Britto


 Dando prosseguimento às matérias com teor histórico e cultural que há mais de um ano publicamos aqui no Folha, falaremos desta vez sobre mais um dos ícones pedritenses - Lucidoro Britto, militar, advogado, político e poeta que teve grande influência na comunidade pedritense. Como tantos outros nomes, é conhecido pela maioria das pessoas, os mais moços principalmente, por dar nome a uma rua, um largo mais precisamente - o Largo Lucidoro Britto, que é a rua que fica atrás da capela velatória de nossa cidade. Acontece com o seu nome o que acontece com todos os demais, que na maioria dos casos acaba sendo apenas mais uma rua, daí o porquê de considerarmos importante esse pequeno trabalho de resgate histórico que ensaiamos fazer a cada sábado. Para os possíveis contemporâneos dessas personalidades, trata-se de rememorar, trazer à tona velhas e boas lembranças; para os mais moços, conhecer, saber de quem se trata muitas vezes a pessoa que dá nome à sua rua, por exemplo, pois como já disse um sábio, um povo que não conhece sua história, é um povo sem memória, ou algo assim. Como sempre, as informações constantes desse trabalho nos foram concedidas pelo professor Adilson Nunes de Oliveira, museólogo e diretor do Museu Paulo Firpo. As peças que ilustram estas páginas fazem parte do acervo do Museu Paulo Firpo.

 Lucidoro Britto é natural de Dom Pedrito, filho de Donatília Britto, nasceu em 6 de novembro de 1905 e morreu em 10 de novembro de 1973. Bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ainda adolescente, ingressou no Exército na sua própria terra, no antigo 14º Regimento de Cavalaria, por essa razão participou de todos os movimentos que eclodiram nas conturbadas épocas de 1920 a 1930, destacando-se na coragem física e moral, o que lhe valeu inúmeros elogios, constantes na sua fé de ofício, à medida que ascendia às graduações imediatas, tendo participado da Revolução Constitucionalista de 1932. Jornalista, colaborou ativamente com o periódico Ponche Verde, num dos períodos mais difíceis desse semanário, contribuindo, ainda, com muitos jornais do Estado como o "Correio do Povo", de Porto Alegre, "A Razão", de Santa Maria, "A Plateia, de Santana do Livramento, "Correio do Sul", de Bagé e "Cacequiense", de Cacequi. Poeta, integrou a Estância da Poesia Crioula, iluminando suas antologias, muitas vezes usando pseudônimos como Xirú Velho e Caio Nevio, entre outros. Era excelente orador e foi também vereador em Dom Pedrito.
 Utilizando "Um Soldado 1º Esquadrão do 14º RCI" como pseudônimo, publicou "Versos da Revolução de São Paulo", livro em que descreve a participação de um grupo dessa unidade militar que morreu em combate. Elpídio Ribas, João Antônio de Araújo Oliveira, Dácio dos Santos, Gerôncio Goulart, Manuel Ferreira de Quadros, Ascêndio Chaves e Cassemiro Vieira, que, anteriormente sepultados em Piratininga, tiveram seus restos mortais trasladados para Dom Pedrito anos depois.

 Casou-se em 1927 com a professora Maria Vallinodo Soares, deixando entre seus descendentes o médico Aécio Britto, que clinicou por vários anos em Porto Alegre, além de Gilberto, Giselda e Marta.

 Leia a matéria completa na edição impressa de 21 de julho.

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