Para que seja viável a gestão financeira do Asilo da Velhice, é fundamental a contribuição da comunidade


 O Asilo da Velhice Major Alencastro da Fontoura tem capacidade para abrigar 20 idosos, e hoje está quase com sua lotação máxima.

 A instituição é a residência de 19 pessoas que, pelos motivos mais variados, na reta final de sua existência não possuem outro lugar para chamar de Lar. Lá estão 10 homens e 9 mulheres, cada um com suas histórias de vida, criaturas que precisam ser respeitadas, acarinhadas e, sobretudo, protegidas por todos nós da comunidade – uma boa lembrança que o Folha da Cidade proporciona através desta matéria, na semana em que se comemora o Dia Nacional dos Avós (26 de julho).

 Mas, sabemos todos, que a gestão financeira de uma casa não é fácil. Se já não o é em uma família tradicional, composta por um punhado de pessoas, imaginem então o investimento necessário para atender as necessidades de 19 idosos.

 Os números impressionam: diariamente, é consumida uma caixa com 12 litros de leite; as 3 lareiras não param de queimar lenha dioturnamente, neste período de inverno; precisa-se, ainda, de fraldas geriátricas e do atendimento especializado de uma equipe multidisciplinar que, em parte, é cedida pela prefeitura (sendo 2 servidores, 1 fisioterapeuta, 1 médico, 1 assistente social e 1 nutricionista), e mesmo assim a instituição precisa contratar mais 8 funcionários, pagos com os recursos do próprio Asilo.

 Já a receita advém, basicamente, da contribuição feita a partir dos rendimentos de cada idoso, que corresponde a 70% do salário mínimo, e mais R$ 10 mil repassados pelo poder Executivo municipal a cada trimestre.

 A gestão desse quadro não é fácil. Por uma questão de justiça, portanto, é fundamental que se registre o mérito de um grande cidadão chamado Manoel Maria Carrion Garcia – o Maneco, como é mais conhecido -, que por 22 anos administrou com zelo, honestidade e muita competência a instituição, e hoje se afastou do cargo para preservar mais a sua saúde, mas continua oferecendo sua experiência ocupando as funções de vice-presidente.

Servidores da instituição
 Em seu lugar, na coordenação da Casa, foi chamado a dar sua parcela de contribuição outra pessoa com experiência e ótimo trânsito na vida pública, que já foi conselheiro tutelar, vereador e procurador Jurídico do município, entre outras funções, o advogado Luiz André Freitas Bálsamo. Ele nos fala a respeito do novo desafio: “A despesa mensal do Asilo gira em torno de R$ 15 mil (com funcionários, encargos sociais, luz, água, telefone, gás e mercado), com variantes de aumento em época de gozo de férias de funcionários e pagamento do 13º salário”, explica. Já a diretoria da Casa é composta toda por voluntários, não possuindo nenhuma compensação financeira. Desta maneira, é fundamental que a comunidade apoie o Asilo, ajudando como for possível, através da doação de leite, carne, lenha, fraldas e outros produtos utilizados pelos idosos ali residentes. Faça contato com a instituição e prontifique-se a colaborar no que lhe for possível. O telefone do Asilo é o 3243-8788.

A atual diretoria

 Presidente, Luiz André Freitas Bálsamo; vice-presidente, Manoel Maria Carrion Garcia; 1º secretário, José Cláudio Freitas Bálsamo; 2º secretário, Suliman de Souza Soares; 1º tesoureiro, Milton Postiglioni Fontoura; 2º tesoureiro, Leandro Luiz Mainardi; Conselho Fiscal: Rui Francisco de Vargas Dias Lopes, Dinarte Saldanha Xavier e Carlos Roberto Boucinha Ferrer; Suplentes: Bernardino Fialho Caminha, Wagner da Cunha Júnior e João Roberto de Oliveira Vasconcellos; procurador Jurídico, Valdemar Mancilhas; assistência médica, Marco Paulo Farinha da Rosa.

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